segunda-feira, 25 de fevereiro de 2019

Quero o suficiente


Deus me dê fé suficiente para crer, coragem suficiente para avançar, sabedoria suficiente para vencer e humildade suficiente para agradecer. Isso tudo será suficiente!

Giba - 03 de Janeiro de 2019

sábado, 9 de fevereiro de 2019

Não seja apenas o que sobrou de você


Neste ano assumi dois temas principais como prioridade para a minha vida pessoal e profissional: energia e soluções. Um ajuda a gerar o outro e produz mais capacidade e satisfação. Acho que todos nós brasileiros estamos precisando, e muito, disso. O título acima foi inspirado numa resposta de um amigo argentino, há muitos anos, quando perguntei como ele estava. "Sou apenas o que sobrou de mim", respondeu sorrindo. Quantos de nós, em vários momentos, já sentiu a mesma coisa, especialmente no ambiente de trabalho.

Nas empresas, o sempre alto consumo de energia chega auferida e cobrada nas contas de cada mês, mostrando o resultado da sua atividade no período. Mas uma outra conta de consumo, muito mais elevada, não é constantemente medida, nem por isso avaliada e muito menos controlada. É a energia emocional, para usar o termo da escritora e psicoterapeuta Mira Kirshenbaum,

Há no mundo corporativo um número cada vez mais limitado de líderes geradores de energia, de soluções e portanto de grandes resultados. Encontrei esse perfil muito claro, por exemplo, quando trabalhei com alguns deles no relacionamento com a Imprensa durante o último Salão do Automóvel, em São Paulo. Cada encontro interno para o planejamento, realização e feedback das ações eram assertivos e encorajadores para todos os envolvidos. Os times saiam bem preparados e motivados para compartilhar a energia com o público alvo. O que recebiam, entregavam. Foi um grande sucesso. Simples assim.

Mas por falta de capacidade, postura e equilíbrio pessoais, são muitos os executivos, chefes ou gestores que representam um altíssimo consumo de energia para as equipes, colegas e para a própria empresa. Pior do que uma conta muito alta é uma conta que não tem preço.  Voltando à expressão do meu amigo, as empresas estão por isso cheias de meios profissionais, meios colaboradores e meios times, que só podem entregar assim meios resultados.

O enxugamento generalizado das equipes em quase todos os setores acontece também por dentro daquelas que ficam. Sem a energia interior vital, consumida ou muitas vezes destruída por aqueles que ocupam cargos que deveriam justamente promover a recuperação, a motivação, a confiança e o comprometimento, as equipes estão tristemente se tornando menores do que o número de pessoas  que elas somam.

Muitos chefes são verdadeiros profissionais em desenvolverem e implantarem processos modernos de metas e controle de resultados. Mas são ineficazes na geração de energia e direção para as pessoas poderem alcançá-los. São ótimos com processos e absolutamente péssimos com pessoas. Gastam tempo demais das equipes e dos parceiros tentando chegar a um caminho eficiente, mas não conseguem puxar ou se preferir, conduzir, as pessoas na mesma direção. 

Normalmente, eles não têm ideia dos problemas que criam tentando resolver problemas que já existem. Elevam significativamente a conta do consumo geral de energia emocional. Essa conta pode não vir impressa no final do mês para o controle financeiro, mas sempre vem na apresentação dos resultados, com baixos índices de motivação, criatividade e "entregabilidade". Lamentavelmente, esses lideres não assumem o preço dessas contas e costumam transferir todas elas integralmente para suas equipes, após apresentarem os resultados de suas áreas nas reuniões do board.

A quem tem a sorte de trabalhar com bons líderes, chefes e gestores, parabéns! Seja você também uma fonte de energia para todos ao seu redor. A quem sofre constantemente panes com um líder apenas consumidor desse recurso fundamental, talvez duas alternativas. Trabalhar temporariamente no modo Consumo Econômico de Energia ou conectar o cabo numa outra fonte mais rica desse recurso inestimável para o seu brilho, sua saúde e realização profissional e pessoal. Haja luz!


quarta-feira, 30 de janeiro de 2019

Quarto Poder: imprensa ou mídias sociais?


 Quantas vezes ouvimos nossos mestres ou colegas de jornalismo dizer, publicar e assegurar com muito orgulho no peito e convicção na caneta e no teclado que a Imprensa representa o quarto poder de uma nação, reforçando os principais pilares da democracia: Executivo, Legislativo e Judiciário?

Na história recente de nossa democracia, cada um desses pilares tem sido bastante bombardeado pela opinião livre dos cidadãos que tem visto neles muita fragilidade humana, com um caráter tendencioso de muitos de seus ocupantes. Perdeu-se a confiança e a credibilidade em seus ocupantes, mas felizmente não em suas instituições. A democracia sobrevive, apesar de tudo. Ela está consolidada no Brasil.

Mas infelizmente está acontecendo a mesma coisa com o até então tradicional quarto poder. A imprensa enveredou-se pela mesma esquina dos outros poderes, mostrou também suas fraquezas humanas, abandonou seus princípios e tornou-se, em geral, superficial e tendenciosa. Vamos aplaudir e valorizar as publicações e os jornalistas que não abrem mão de seu compromisso com os fatos, com a notícia e com o público, acima de tudo.

O quarto poder defende sim a democracia, mas vem praticando muito mais apenas a liberdade de expressão. Está esquecendo que o público busca acima de tudo uma abordagem isenta e abrangente, mais factual. Por isso parece estar perdendo a confiança e a credibilidade de seu consumidor de notícias. Deveria, mas não está, consolidando seu papel fundamental de fonte confiável na confusa era das fake news e das versões tendenciosas e superficiais.

A imprensa perde dessa forma também seu tradicional status de quarto poder. Entra em cena o que minha colega Luciana Duarte, fundadora da empresa Tete a Tete, uma das maiores experts em Marketing Digital no Brasil, chama de o empoderamento do consumidor conectado. Encaixa-se nesse contexto também o leitor e o eleitor conectados e antenados nas mídias sociais.

Assim, o poder de informar e formar opinião, típico de Clark Kent, e que nós jornalistas tínhamos como uma força privilegiada e exclusiva, tem sido passado e compartilhado com os usuários das redes sociais. Eles também voam para todos os lados. A eleição de nosso presidente da República é apenas um sinal claro de um novo cenário para as empresas, marcas, entidades, profissionais e pessoas.

A imprensa, obviamente, continua com o seu papel fundamental para a formação de opinião de muita gente, embora muita gente está preferindo formar cada vez a opinião através de sua própria rede de relacionamentos. Quarto poder ou quinto poder? O importante mesmo é não se deixar levar por interpretações tendenciosas, saber discernir entre fatos, versões e fakes, e avaliar muito bem riscos e oportunidades na era da comunicação e marketing digitais.