terça-feira, 14 de março de 2017

Um grande País com uma enorme interrogação

O brasileiro está cheio de interrogação sobre o melhor caminho para o seu trabalho, sua carreira e seus negócios. Enfim, sobre o seu futuro. Imagine então como anda a cabeça dos executivos estrangeiros na condução de empresas multinacionais tentando posicionar suas marcas num mercado em que nos últimos anos faltam placas de sinalização do caminho a ser seguido pelo Brasil para superar a maior crise de sua história. Philipp Schiemer, presidente da Mercedes-Benz do Brasil, durante o Seminário "Os Novos Desafios da Indústria Automotiva Brasileira, muito bem organizado pela Autodata, apontou para os riscos dessa falta de sinalização na grande estrada brasileira. "A falta de previsibilidade afeta os planos de qualquer empresa no País". Schiemer mostra que a placa da saída aponta para o Futuro. Mas o futuro começa esse ano. "Temos que lutar para que esse cenário mude. Eu acho que 2017 precisa ser o ano da virada para que o Brasil possa voltar a crescer...Precisamos trazer mais tecnologia com mais velocidade e menos burocracia para o mercado brasileiro ter mais competitividade". De acordo com o executivo alemão, que há muitos anos torce e trabalha muito para o desenvolvimento do setor automotivo no Brasil, no passado os problemas não eram enfrentados, mas pelo menos agora eles estão sendo colocados em cima da mesa com o Governo e "todos nós agora temos que contribuir para que as mudanças sejam colocadas em prática". Acho que depois que as placas forem colocadas na estrada, poderemos todos acelerar com mais confiança.


quinta-feira, 9 de março de 2017

Quem não investir na atualização, vai perder participação

A empresa que parar de investir em produto começará a perder sua participação no mercado. Simples assim. Essa foi uma mensagem do presidente da Anfavea, Antônio Megale, durante coletiva de imprensa nessa semana. Mesmo em um mercado que retraiu de 3,8 milhões para cerca de 2 milhões de unidades em 2016 e com vendas que não conseguiram ainda avançar de forma satisfatória nesse ano, a evolução tecnológica e a modernização visual são fatores que determinarão quem continuará nas ruas. As vendas de janeiro e fevereiro somaram 283.000 unidades, uma queda de 6,4% em relação ao mesmo bimestre do ano passado. Em 2014, o período atingiu 572.000 unidades. Ainda estamos hoje entre os dez maiores mercados de automóveis do mundo, segundo a Anfavea. O brasileiro hoje pode escolher entre mais de duas mil versões de automóveis das mais variadas marcas. "É o grande desafio para as empresas aqui instaladas", comentou Megale.

quarta-feira, 8 de março de 2017

Retomada dos caminhões só acontecerá no segundo semestre ou em 2017

Você já viu isso. Uma fila enorme de veículos vai andando devagar na subida. Lá na frente você vê um caminhão pesado sofrendo com a carga. É um ótimo sinal de que a economia do País vai bem, obrigado. Mais produção, mais distribuição, mais caminhão. No entanto, apesar de estarmos diante de uma previsão de safra recorde em 2017, muito menos caminhões estão saindo das fábricas para as ruas. Não é greve não. É falta de investimentos do Governo na infraestrutura do País para se retomar as vendas de caminhões. "A precariedade de nossa infraestrutura compromete o escoamento da boa safra", comentou o presidente da Anfavea, Antonio Megale. O volume de caminhões vendidos nos dois primeiros meses desse ano somaram apenas 5,6 mil unidades, o que representa uma queda de quase 33% em relação ao mesmo período do ano passado. A ociosidade da indústria de caminhões supera hoje 80% de sua capacidade. Isso no principal modal de transporte brasileiro. Pode? "Esperamos que o Governo saia do anúncio no papel e vá para a prática  para a retomada do crescimento", afirma Luiz Carlos Moraes, diretor da entidade que representa as fabricantes de veículos no Brasil. A expectativa é de que essa desejada retomada, ainda que moderada, aconteça apenas no segundo semestre ou no início do ano que vem. Que tenhamos logo mais caminhões cheios  de carga pela frente.