sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

O mundo maravilhoso de Walt Disney, by Donald Trump

Vai melhorar! Sem essa esperança ninguém vive. Agora, acreditar na promessa de um homem, chamado Trump, que ele vai extinguir da face da Terra o terrorismo do Estado Islâmico, é conferir a ele um poder que nem ele, nem possivelmente a América, pode ter. De tanto que todos desejamos isso, muita gente acredita. Oxalá fosse
assim! É necessário combinar isso com todos os terroristas. O presidente americano acaba de reforçar essa promessa, em meio a tantas outras que ele se comprometeu durante as eleições nos Estados Unidos, como a construção de um grande muro na fronteira com o México, por exemplo. Acho que os americanos estão acreditando demais no Mundo Maravilhoso de Walt Disney, by Donald Trump.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

Notícia boa pra cachorro

Aprendi na faculdade de jornalismo que se o cachorro mordeu a perna do homem, isso não é notícia. Mas se o homem mordeu a perda do cachorro, isso sim é uma notícia bem interessante. Porque as pessoas em geral são atraídas pelo que acontece de mal, não de bem, a cada dia. Por isso, também em geral, a imprensa trabalha profissionalmente para atender a essa expectativa ou demanda da sociedade. Mas hoje as notícias ruins estão estressando demais os espaços na imprensa e nas mídias sociais. O brasileiro, em especial, está perdendo o fôlego e a sensibilidade ao ver tanta notícia ruim tão frequentemente em sua rotina: de manhã, à tarde e à noite. Está cheio de receber coisas que deveriam ir direto para a lixeira. Hoje, o que mais queremos ver na imprensa e nas mídias sociais é apenas uma boa notícia. Aquela, sabe, de criar um sorriso no rosto, uma risada gostosa no coração e uma energia construtiva. Quando a encontramos, temos prazer em curtir e compartilhar com todo mundo. Em resumo, em tempo de escassez de boas noticias, um longo abraço no seu cão, por exemplo, pode se transformar numa notícia boa pra cachorro.

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

A velha infância de meu sobrinho

Hoje, com orgulho, vejo meu querido sobrinho compartilhando um texto primoroso dele sobre os melhores momentos de sua infância. Que boa viagem pela qual todos nós passamos. Achei que vale a pena compartilhei com vocês. 

Minha velha infância

Quantas saudades sinto de um tempo que não volta mais. Passávamos praticamente o dia todo na rua. Não éramos vagabundos. Éramos crianças felizes que aproveitavam à vida de forma simples, porém, que nos trazia enorme prazer. Muitas vezes descalços, sem camisas, matávamos à fome bebendo água. Era futebol, rua contra rua, valendo Tubaína. Nosso bairro tinha vários times, carrinhos de rolimã, que para nós eram carros de F1. À noite, não podia faltar o esconde-esconde, invadíamos os quintais dos vizinhos para nos esconder.

O “Estandão” era o lugar das pipas. E como tinha pipas! Tinha também aquela que muitas vezes   nos salvava da fome e da sede: a nossa amiga bica d’água. Escorregávamos no barro, fazíamos guerras de argila. Tudo era motivo de alegria e de risos. Era a felicidade com simplicidade. Dormíamos pensando no dia que passou, ansiosos pelo novo dia. Lembro do saudoso UEQ (União Estudantil de Quitaúna), o nosso time de futebol. Tínhamos estatísticas, escalação antecipada , nosso símbolo pintado no asfalto, camisas compradas na 25 de Março e pintada a mão.

Brigávamos em um dia e no outro éramos os melhores amigos. Poderia ficar horas e horas escrevendo aqui e não faltariam assuntos. Mas infelizmente, com o decorrer dos anos, o tempo se tornou curto. Não sei se foi a vida que passou rápido ou se foi eu que brinquei demais...rsss --- Samuel dos Santos