terça-feira, 3 de setembro de 2019

Somos pais de nosso futuro

Saímos de uma interessante palestra com estudantes de pós-graduação em que meu amigo falou de sua longa trajetória empreendedora que construiu recentemente um dos 17 maiores eventos de São Paulo. Caminhamos então tranquilamente entre rostos viçosos cheios de energia, sorrisos e projetos de uma geração em busca de visão, aprimoramento e oportunidades para suas próprias iniciativas. Nesse ambiente universitário cheio de conhecimento e inspiração, um sentimento comum desperta a retrospectiva de uma fase saudosa. Vem com ela a reflexão sobre qual foi a melhor de todas. Sem muitas palavras, concordo com meu amigo que é aquela etapa em que tivemos e curtimos a mais completa iniciativa de todas. Quando demos frutos humanos com o nosso próprio sobrenome e que continuarão a nossa história com aquele mesmo sorriso de esperança no presente e no futuro. Alias, passamos por ali justamente para colaborar um pouco com essa geração que está construindo também suas próprias grandes histórias e suas próprias árvores. Compartilhar é a obrigação de nossa geração, com muito prazer, obrigado. Pois somos pais de nosso próprio futuro.

sábado, 31 de agosto de 2019

Ele não tem nada para si mesmo, mas tem tudo para os outros


Ele não tem quase nada para si mesmo. Mas tem muita coisa para os outros. Mais coisas até do que quem tem de tudo. Hoje Seu Paulo tem mesmo é um montão de livros espalhados pela calçada. Diz que estão todos catalogados:  exatamente 1.662 títulos. Vive de doações, mas doa praticamente a maior parte com quem precisa mais do que ele. Seu Paulo criou a sua própria biblioteca de rua, com livros doados que ele doa para incentivar o hábito de leitura. Lê cerca de 6 livros por mês. Diz que se formou em teologia e biologia. Tem até criação de formigas com minhocas para produzir um composto para uma plantinha perto de sua livraria. Pensa muito na juventude que perdeu o habito da leitura e o sentido da vida. Reflete sobre a qualidade da produção musical até que não reflete o gosto da criatividade e da cultura de sua geração. Cearense generoso de 59 anos deseja ver mais gente pegando seus livros da calçada para ler mais. Se não quiser, não precisa nem devolver. Mas deve compartilhar com os outros. Como eu disse, seu Paulo não tem nada para si mesmo, mas tem tudo para os outros. Essa é a essência de um grande ser humano.

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Como serás lembrado?

Com o passar do tempo, um dia você vai ser lembrado por sua marca pessoal. Ainda bem, né, afinal, ninguém quer ser esquecido. Ou vai querer? Para os que não, é bom lembrar desde já que você está nesse momento desenhando ou inspirando a imagem que um dia você vai deixar aí. Pessoalmente, acho muito curioso que muita gente vive compartilhando mais coisas negativas nas conversas pessoais e nas plataformas digitais e ainda espera ser lembrada por coisas positivas. É o cúmulo do otimismo, não é verdade? Colhemos a imagem que plantamos a cada dia. Vale lembrar, até para não esquecer lá na frente, que somos nós mesmos que escrevemos hoje os capítulos de nossa verdadeira história. Não adianta querer melhorar a marca que você deixa depois que o livro da vida se fechar. A grande história a ser contada depois precisa ser transformada e vivida agora!