quarta-feira, 23 de janeiro de 2019

Sem energia, o apagão das outras qualidades será geral


 Num encontro com colegas que acumularam grande experiência na comunicação corporativa, levantamos a questão sobre o conjunto de qualidades que mais colaboram para o sucesso de um profissional da área. Certamente, fazem parte de uma carreira bem sucedida um conjunto de qualidades, dentre elas o talento, a determinação, a capacidade de liderança, a criatividade, o respeito e o foco. 

Com a revolução da informação e da formação na era digital, o perfil da hora ou da era é o do profissional poliatleta. Aquele homem ou aquela mulher que se prepara para várias demandas, como correr, nadar, navegar, saltar e principalmente saber se comunicar com e por meio das diferentes mídias, plataformas e abordagens nas provas digitais e humanas. Sair-se bem em apenas algumas delas não vai garantir o seu sucesso.

A diretora de comunicação da Oracle para a América Latina, Carol Silvestre, que já passou por outras grandes marcas como Samsung, Mercedes-Benz e Santander, destacou como as principais qualificações de um profissional poliatleta a simplicidade, a resiliência, a melhoria contínua e o espírito de equipe. Fundamental também, destacou, é o amor pelo que se faz, um valor que colocará o homem sempre acima do avanço da máquina na era da inteligência artificial. Veja o link com os comentários da executiva. Diretora de Comunicação Oracle

Normalmente, algumas qualidades podem até cobrir a ausência de outras. Mas existe uma que se faltar, o apagão de todos os seus atributos será geral. Temos que investir diariamente na conservação da nossa energia interior. Assim como para um triatleta, vai se exigir muita energia num ambiente onde o ser humano se apresenta cada vez mais inseguro, sem motivação e autoestima. A energia proporcionada pela saúde interior e refletida no exterior será a principal qualidade para transformar o mundo lá fora.

Num mercado planetário cada vez mais chacoalhado pra cá e pra lá por tantas mudanças gigantescas que transformaram e ainda seguirão transformando nosso dia a dia, não podemos perder o equilíbrio nem a nossa força de criação, construção e solução. Vamos precisar continuar buscando energia cada vez mais na simplicidade da vida, na alegria do convívio com a família e os amigos para conseguirmos ficar de pé, avançar e vencer. Afinal, se faltar energia, nem as máquinas nem os homens funcionam.

sábado, 5 de janeiro de 2019

JORNALISMO PERDE ESPAÇO PARA VERSIONISMO LEVIANO

PARABÉNS A TODOS OS GRANDES JORNALISTAS que ainda honram a profissão preservando seu compromisso com a informação abrangente e qualificada sobre os fatos, não cedendo espaço para versões superficiais e tendenciosas. Lamentavelmente, vemos o jornalismo responsável dando lugar para o versionismo leviano. Leitores exigentes merecem coisa muito melhor.

quinta-feira, 22 de novembro de 2018

A reinvenção do jornalismo e do profissional de comunicação


O jornalismo já não depende mais do jornalista da mesma forma que o jornalista não pode mais depender só do jornalismo. Sei que isso não é nenhuma notícia! Mas o cenário ficou ainda mais em evidência após eu conversar com jornalistas experientes de várias partes e mídias do Brasil, com fornecedores de materiais de imprensa e profissionais da área de comunicação corporativa da indústria automobilística durante os 12 dias da trigésima edição do Salão do Automóvel, encerrada no dia 18 de novembro.

A primeira parte dessa afirmação se deve ao já amplamente conhecido fato de que nessa era digital, o jornalista não é o único provedor de notícias. Você mesmo, se não é jornalista, pode contar quantas vezes já produziu e compartilhou uma opinião, uma ideia ou até mesmo uma notícia nas mídias sociais, há pouco tempo uma atividade mais restrita desse profissional nas mídias tradicionais. Como já antecipavam Eric Schmidt e Jared Cohen, os mais altos executivos da Google no livro The Digital Age, caberá às mídias tradicionais o papel fundamental de ser a fonte mais confiável contra o avanço das fake news.

Jornalistas de grande destaque em publicações impressas, TVs, rádios e mesmo em sites de várias partes do País presentes no Salão me contaram durante o evento sobre sua movimentação estratégica para ocupar e ampliar seu espaço em mídias digitais ou sociais como um caminho mais seguro para consolidar sua audiência, atrair apoio e assim manter-se na profissão. Outros avançam em busca de um segundo ou mesmo terceiro meio de ganhar a vida em diferentes áreas para a cobertura jornalística.

Mesmo profissionais da comunicação corporativa estão buscando atualizar-se e ampliar seus braços para abranger novos desafios e oportunidades nas empresas. Eu mesmo, após 25 anos atuando na promoção e na reputação de grandes marcas do setor como a Mercedes-Benz, Chrysler, Dodge, Jeep e mais recentemente a Volkswagen, além de continuar acompanhando o desenvolvimento e participando das atividades do setor automotivo como consultor de comunicação empresarial, aceitei um convite muito especial para ser o gerente de comunicação da São Paulo Oktoberfest. O desafio é promover o festival cultural alemão, em sua segunda edição e já consolidado no calendário oficial paulistano. Cultura também é negócio que precisa muito de uma comunicação abrangente e integrada.

Antes disso, há cerca de 5 anos, participei de uma convenção internacional de comunicação na Alemanha, esperando sair dali com respostas para todas as interrogações da era digital. Percebi rapidamente que colegas de várias partes do mundo chegaram lá com a mesma expectativa. E de lá saímos todos com a conclusão de que mesmo nos países mais avançados ninguém ainda tinha a receita certa para dar certo na era da transformação digital. E parece que ela ainda não foi escrita, apesar de contarmos com excelentes livros sobre o assunto. Um deles é Conteúdo S.A. de Joe Pulizzi.

Enfim, após muitos conversas informais no Salão do Automóvel - que obviamente não representam nenhuma pesquisa consolidada - sobre os grandes terremotos nos mercados editoriais e nas empresas de norte a sul do País, que transformaram e enxugaram as redações, agências e áreas de comunicação das empresas, os colegas apontaram que o perfil do futuro jornalista ou profissionais de comunicação em geral ainda não está claro.

Mas tanto jornalistas, fornecedores de serviços, executivos e assessores de comunicação, experientes na divulgação e na cobertura da inovação tecnológica do mercado automobilístico, entendem que a palavra certa para o presente e para o futuro desses profissionais não é apenas movimentação, formação e atualização digital. É reinvenção. E reinventar-se tanto na dimensão real e digital ainda não é a resposta. É apenas o caminho estreito de hoje para o futuro para todo e qualquer tipo de profissional que quiser chegar lá!

Reinventar-se demanda coragem, inteligência, paixão e criatividade. Exige também capacidade de sonhar, tempo, saúde e principalmente energia. O seu novo perfil, formação, valores e capacidade na nova dimensão permanecem sendo uma boa pergunta na coletiva de imprensa global sem ainda uma resposta segura em qualquer idioma. Enquanto isso, continua valendo uma boa conversa entre seres humanos, uma boa entrevista e uma boa matéria ou mensagem para um público que também busca suas respostas.