PARABÉNS A TODOS OS GRANDES JORNALISTAS que ainda honram a
profissão preservando seu compromisso com a informação abrangente e qualificada
sobre os fatos, não cedendo espaço para versões superficiais e tendenciosas.
Lamentavelmente, vemos o jornalismo responsável dando lugar para o versionismo
leviano. Leitores exigentes merecem coisa muito melhor.sábado, 5 de janeiro de 2019
JORNALISMO PERDE ESPAÇO PARA VERSIONISMO LEVIANO
PARABÉNS A TODOS OS GRANDES JORNALISTAS que ainda honram a
profissão preservando seu compromisso com a informação abrangente e qualificada
sobre os fatos, não cedendo espaço para versões superficiais e tendenciosas.
Lamentavelmente, vemos o jornalismo responsável dando lugar para o versionismo
leviano. Leitores exigentes merecem coisa muito melhor.quinta-feira, 22 de novembro de 2018
A reinvenção do jornalismo e do profissional de comunicação
O jornalismo já não depende mais do jornalista da mesma
forma que o jornalista não pode mais depender só do jornalismo. Sei que isso
não é nenhuma notícia! Mas o cenário ficou ainda mais em evidência após eu
conversar com jornalistas experientes de várias partes e mídias do Brasil, com
fornecedores de materiais de imprensa e profissionais da área de comunicação
corporativa da indústria automobilística durante os 12 dias da trigésima edição
do Salão do Automóvel, encerrada no dia 18 de novembro.
A primeira parte dessa afirmação se deve ao já amplamente
conhecido fato de que nessa era digital, o jornalista não é o único provedor de
notícias. Você mesmo, se não é jornalista, pode contar quantas vezes já
produziu e compartilhou uma opinião, uma ideia ou até mesmo uma notícia nas
mídias sociais, há pouco tempo uma atividade mais restrita desse profissional
nas mídias tradicionais. Como já antecipavam Eric Schmidt e Jared Cohen, os
mais altos executivos da Google no livro The Digital Age, caberá às mídias
tradicionais o papel fundamental de ser a fonte mais confiável contra o avanço
das fake news.
Jornalistas de grande destaque em publicações impressas,
TVs, rádios e mesmo em sites de várias partes do País presentes no Salão me
contaram durante o evento sobre sua movimentação estratégica para ocupar e
ampliar seu espaço em mídias digitais ou sociais como um caminho mais seguro
para consolidar sua audiência, atrair apoio e assim manter-se na profissão.
Outros avançam em busca de um segundo ou mesmo terceiro meio de ganhar a vida
em diferentes áreas para a cobertura jornalística.
Mesmo profissionais da comunicação corporativa estão
buscando atualizar-se e ampliar seus braços para abranger novos desafios e
oportunidades nas empresas. Eu mesmo, após 25 anos atuando na promoção e na
reputação de grandes marcas do setor como a Mercedes-Benz, Chrysler, Dodge,
Jeep e mais recentemente a Volkswagen, além de continuar acompanhando o
desenvolvimento e participando das atividades do setor automotivo como
consultor de comunicação empresarial, aceitei um convite muito especial para
ser o gerente de comunicação da São Paulo Oktoberfest. O desafio é promover o
festival cultural alemão, em sua segunda edição e já consolidado no calendário oficial
paulistano. Cultura também é negócio que precisa muito de uma comunicação
abrangente e integrada.
Antes disso, há cerca de 5 anos, participei de uma convenção
internacional de comunicação na Alemanha, esperando sair dali com respostas
para todas as interrogações da era digital. Percebi rapidamente que colegas de
várias partes do mundo chegaram lá com a mesma expectativa. E de lá saímos
todos com a conclusão de que mesmo nos países mais avançados ninguém ainda
tinha a receita certa para dar certo na era da transformação digital. E parece
que ela ainda não foi escrita, apesar de contarmos com excelentes livros sobre
o assunto. Um deles é Conteúdo S.A. de Joe Pulizzi.
Enfim, após muitos conversas informais no Salão do Automóvel
- que obviamente não representam nenhuma pesquisa consolidada - sobre os
grandes terremotos nos mercados editoriais e nas empresas de norte a sul do
País, que transformaram e enxugaram as redações, agências e áreas de comunicação
das empresas, os colegas apontaram que o perfil do futuro jornalista ou
profissionais de comunicação em geral ainda não está claro.
Mas tanto jornalistas, fornecedores de serviços, executivos
e assessores de comunicação, experientes na divulgação e na cobertura da
inovação tecnológica do mercado automobilístico, entendem que a palavra certa
para o presente e para o futuro desses profissionais não é apenas movimentação,
formação e atualização digital. É reinvenção. E reinventar-se tanto na dimensão real e
digital ainda não é a resposta. É apenas o caminho estreito de hoje para o
futuro para todo e qualquer tipo de profissional que quiser chegar lá!
Reinventar-se demanda coragem, inteligência, paixão e
criatividade. Exige também capacidade de sonhar, tempo, saúde e principalmente
energia. O seu novo perfil, formação, valores e capacidade na nova dimensão
permanecem sendo uma boa pergunta na coletiva de imprensa global sem ainda uma
resposta segura em qualquer idioma. Enquanto isso, continua valendo uma boa conversa
entre seres humanos, uma boa entrevista e uma boa matéria ou mensagem para um
público que também busca suas respostas.
terça-feira, 20 de novembro de 2018
Eu faço parte dessa história, com muito orgulho
Nasci, cresci e amadureci com uma consciência negra. E tenho muito orgulho disso, mesmo sendo branco. Minha mãe, meu pai e meus irmãos trabalhavam demais para não deixar faltar nada em casa. Como sétimo dos filhos, ainda bebê, minha mãe contava com a ajuda espontânea e terna da Dona Geralda, vizinha nossa em Araçoiaba da Serra, para embalar o meninão aqui.Eu lembro assim dos braços negros da Dona Geralda que me abraçam com carinho. Era uma voz melodiosa e tranquilizadora. Eu disse que era o sétimo filho, mas na verdade era o oitavo, considerando um filho adotivo que já era parte da família Santos. Aliás, ele já havia chegado bem antes de mim já carregando, por coincidência, o sobrenome da família.
Maurício dos Santos também era negro. Meu pai e mãe decidiram adotá-lo para libertar, ainda menino, dos maus tratos do padrasto e da madrasta. Era meu irmão contador de histórias, sempre sorrindo com vozeirão divertido e fazendo a família reunida cair sempre na gargalhada à luz das velas. Eu era seu orgulhoso fã também no futebol. Meu pai era técnico do time da vila em Casa Branca. Meus irmãos se destacavam em suas posições. O Maurício ainda mais, esperto, habilidoso e valente.
No dia antes de sua partida, há alguns anos, já pai de filhos crescidos, minha mãe e eu tivemos a última chance de vê-lo com vida no hospital. A enfermeira estranhou uma visita branca a um paciente terminal negro. Ela se assustou quando perguntada, minha respondeu naturalmente.: "É meu filho!". Eu expliquei a ela que o Maurício era meu irmão adotivo. Maurício olhou para nossa mãe, expressou a maior surpresa e satisfação, e foi embora no dia seguinte.
Nos meus primeiros anos de escola, eu lembro que tinha um coleguinha negro, mas não tive muito contato com ele. Já no Ginásio, o Osvaldo foi meu grande companheiro. Fazíamos trabalhos escolares juntos e criávamos grandes jogadas nas partidas dos campeonatos internos. Vários negros e negras fariam parte da minha história, sempre transmitindo até hoje muita alegria, confiança e liberdade.
O tempo passou, mas minha consciência negra não. Ao contrário, ela aumentou com muita satisfação. Meu sincero círculo de amizades hoje formado pela raça negra continua sendo uma fonte de alegria, orgulho, inspiração, com canções melodiosas e sorrisos calorosos. São grandes exemplos de vida, de paixão pelo que fazem e de sucesso em suas carreiras.
Aos meus irmãos e irmãs da honrosa raça negra, obrigado por permitir que eu faça parte, desde os meus primeiros anos de vida, de sua bela história de luta, trabalho, conquista e vitória.
(Na foto acima, Wesley Gomes, filho talentoso de meus amigos do peito, Luis Paiva e Vilma Gomes, e meu parceiro no Canal Sua História é a Nossa História, em visita ao Salão do Automóvel desse ano)
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