terça-feira, 31 de maio de 2016

Salve-se quem puder no trânsito brasileiro

Cada nova geração de automóveis chega equipada com um maior nível de tecnologia e segurança. Mas o avanço do automóvel não é acompanhado pela capacitação dos motoristas atrás do volante.  Os motoristas brasileiros, em geral, parecem cada vez mais despreparados no trânsito. O Brasil registrou em 2013 cerca de 47 mil do total das 1,25 milhão de mortes por acidentes no trânsito em todo mundo, segundo estimativa da OMS (Organização Mundial de Saúde).Você nunca sabe que tipo de motorista está dirigindo, ou tentando dirigir, ao seu redor. Portanto, fique esperto!. Ao seu redor dirigem os mais diferentes tipos e níveis de condutores. A maior parte coloca em risco a sua segurança. Há mulheres que dirigem muito bem e homens que não dirigem nada. E vice-versa. Ao volante, o homem demonstra confiar demais em si mesmo e a mulher confia demais nos outros motoristas. A maioria dos motoristas não aprendeu nem segurar corretamente o volante, uma das necessidades mais básicas para dirigir com segurança. Num ranking da OMS, ainda com dados de 2010, o trânsito brasileiro é o 33º mais perigoso do mundo e o 5º da América Latina. Salve-se quem puder. Há motorista dirigindo com a cabeça cheia. Há o que dirige com a cabeça vazia. Há o que tem cabeça mas não tem olhos para enxergar. Há até o que dirige sem cabeça. Há o que vive com o dedo no nariz. Outro na orelha. Uma monstruosidade no trânsito de todos os dias. Há o habilitado, o desabilitado e o que nunca vão se habilitar,  mesmo com a carteira de habilitação. Há o que está conectado com o mundo e desconectado na direção. No ranking de 2013, o Brasil foi  o 56º país do planeta mais mortal no trânsito e o 3º das Américas. Há o motorista que sai de casa com sono e o que saiu dormindo com os olhos abertos sem tomar café. Há o alcoolizado, o estressado, o atrasado, o decepcionado, o amargurado, o bração por natureza, enfim, todo tipo de alienígena no comando do volante de um automóvel no trânsito. Socorro! Dirigir bem é uma arte que precisa de sorte para passar por esses serem todos os dias e chegar em casa em segurança para poder abraçar as pessoas que você ama e dizer: Graças a Deus!

Seja normal!

Para aumentar a competitividade e a eficiência em suas atividades, as empresas costumam investir bastante na formação de seus líderes para que eles possam desenvolver sua capacidade de organização, planejamento e principalmente de gestão de pessoas. Isso é primordial para que suas equipes avancem mais direcionadas e motivadas a atingir suas metas.  A medida que o cenário global se torna mais  desafiador, as metas corporativas vão colocando a barra cada vez mais para cima. Haja músculos e competência suficientes para garantir o atingimento dos resultados desejados. Para isso, que tipo de executivo, ou líder, nas  organizações estará preparado para enfrentar melhor os desafios na gestão de pessoas e ajudar suas equipes a serem vencedoras?

Não faltam cursos, recursos, palestras e livros com as mais diversas visões, conceitos e recomendações de excelentes fontes para sugerir respostas a essa questão. Vale conhecer todas possíveis, para você aplicar a que melhor se adapta à sua situação. A experiência de 25 anos no mundo corporativo da indústria automobilística e os cursos que realizei no período para aprimorar a capacidade de gestão de equipes me levam a uma conclusão muito simples sobre o perfil do líder que as empresas e as pessoas vão definir para os próximos anos. Aliás, esse futuro já chegou!

O mundo em geral está cada vez mais inseguro e incerto. Por isso, o líder que conseguir manter o equilíbrio e a serenidade, especialmente em períodos de turbulência ou de crise, estabelecerá melhor a direção a seguir e passará mais segurança e tranquilidade para suas equipes avancarem.  O mundo também está cada vez mais insano. Somos todos impactados diariamente por notícias de terrorismo, corrupção, vandalismo, crimes, desastres naturais, aquecimento global e congestionamento por toda a parte. Por isso, o líder que, além das competências específicas necessárias,  se mantiver em sua sanidade interior, preservará também a saúde, a autostima, a motivação e o foco das equipes.

Essas coisas são fundamentais nos dias de hoje e muito mais amanhã. Sem elas, o circo cai! Um ditado já dizia que "num mundo insano, é a tua insanidade que te manterá são". Mas não é assim no mundo corporativo. Não deixe o stress,  a pressão, nem o desequilíbrio dos outros acabarem com a sua sanidade ou a com a sua saúde. Sem elas, você não é produtivo nem para você nem para a empresa. Sem elas você não vai nem existir amanhã. Continuaremos tendo todos os tipos de líderes  nos próximos anos. Talvez também todos os tipos de equipes. Para o bem ou  para o mal.  Mas para fazer a grande  diferença diante dos enormes desafios da gestão do futuro, o líder deverá ser absolutamente normal.

Não será necessariamente um super executivo formado e reverenciado nas grandes universidades e pela mídia. Ele deverá ser equipado com  olhos normais, com visão estratégica em seu negócio mas que também possam enxergar o que se passa ao seu redor. Principalmente o que se passa com o seu próprio time. Por isso, cuide muito bem de seus olhos hoje. Seja normal. Deverá ter ótima capacidade de comunicação para liderar mas deverá também contar com dois fantásticos ouvidos prontos para ouvir mais as pessoas que trabalham ou vivem ao seu lado e que são dotadas de preciosas opiniões diferentes. Elas podem dar novos caminhos para a empresa.  Assim, exercite mais os seus ouvidos. Valorize mais a diversidade de pontos de vista e experiência de sua equipe. Seja normal!

O líder preferido dos próximos anos deverá ter mãos e pés firmes para ter mais proximidade pessoal, não digital,  com as pessoas. Olhando mais nos olhos dos colegas, funcionários, clientes, fornecedores, jornalistas, concorrentes, por exemplo,  ele poderá apertar suas mãos e dizer:  "Olá, como vão as coisas ?" E assim saber melhor o que se passa com o seu público e o que se passa com a sua empresa. Portanto, caminhe mais hoje, faça mais contatos importantes. Ora, falta tempo e pique? Faça exercícios, pratique esporte. Não seja apenas um intelectual. Viva melhor! Seja normal!
Acima de tudo, o  chefe do futuro - futuro que já chegou - tem que ter um coração forte, que bata mais em favor das pessoas ao redor do que para si mesmo. Como diz Marco Fabossi, autor do fantástico livro Coração de Líder, "O melhor estilo de liderança é aquele que tem seu foco no desenvolvimento das pessoas, para que elas realizem seu trabalho de maneira autônoma, produtiva e eficaz".

Isso só é possível quando o chefe gosta demais de sua equipe,  demonstra confiança e respeito pelas pessoas, conhece muito bem suas fraquezas e suas virtudes. Assim ele pode criar e manter um ambiente saudável na empresa, ajudar sua equipe a se desenvolver num ambiente desafiador mas também motivador, comprometido com a busca dos resultados. A vitória merece sempre uma boa comemoração em equipe. E para gostar mais da equipe, você precisa apenas conhecer melhor as pessoas. Falar mais com todas elas e estar preparado para ouvi-las: "Como vão as coisas?". Seja normal!Seja

sexta-feira, 20 de maio de 2016

Conectados para não perder a informação da era e da hora

Até o ano de 2025, a maior parte da população mundial, em uma única geração, terá avançado da falta de acesso a informações não filtradas a condição de acessar toda a informação do mundo por meio de um dispositivo que cabe na palma de suas mãos. Ao atual ritmo da inovação tecnológica, a maioria dos 8 bilhões de pessoas que habitarão a Terra no período estará online. Essa é a previsão de Eric Schmidt e Jared Cohen, principais executivos da Google. E hoje, como está a comunicação das empresas com as pessoas que já vivem online e quais são as tendências? Nos  últimos três dias, durante o 19o Congresso Brasileiro de Comunicação Corporativo, da Mega Brasil, uma série rica de apresentações e debates com executivos, profissionais, engenheiros e especialistas buscaram trazer um pouco mais de luz sobre esse tema, compartilhando experiências e tendências em suas empresas. Definitivamente, as mídias digitais chegaram para transformar profundamente a comunicação de todas as empresas com os seus públicos. Afinal, 2025 já está aí!  E isso impacta profundamente o perfil dos profissionais de comunicação. A nova comunicação passa a ser muito mais abrangente, imediata, integrada, interativa, com formato mais criativo e dinâmico para tentar conquistar a atenção de um consumidor já sobrecarregado de informações. É necessário um conteúdo específico e muito mais dinâmico para cada tipo de público, para citar apenas algumas visões. Além do novo cenário para o profissional de comunicação das empresas, essa era digital passou  a exigir também maior atualização e  criatividade dos profissionais da imprensa para poderem se manter como um importante elo de ligação e influência entre elas e seus leitores ou audiências. Ao final do congresso, realizado no hotel Maksoud Plaza, vieram as premiações. Eu tive a honra de ser homenageado como um dos Top 5 Executivos de Comunicação da Regão Sudeste. Obrigado a todos que, em meio a tantos renomados executivos de comunicação competentes nas empresas atualmente, me deram a alegria de sua preferência.

Agradecimento especial

Como jornalista que tem por prática dar crédito de informações e imagens de outras fontes, quero expressar minha gratidão aos diretores e fundadores da Crescimentum, uma empresa que conduz os mais eficientes e impactantes cursos para lideranças no Brasil. O curso Líder do Futuro formou no início de maio a sua centésima turma. Fui convidado a participar dessa comemoração, em Itú, pois tive a oportunidade e o privilégio de integrar a turma de numero 71. Todo executivo ou empresário deveria fazer esse curso, que proporciona uma semana rica de visão, troca de experiências, avaliações, dinâmicas e conselhos de profissionais altamente preparados para se criar, desenvolver e manter uma equipe motivada, criativa e vencedora nas empresas. Esse curso me ajudou muito em minha carreira profissional e considero que a eleição de meu nome e do meu trabalho por muitos jornalistas e colegas de comunicação a um dos Top 5 Executivos de Comunicação no Mega Brasil é também resultado de minha experiência na turma 71.