Como o sétimo menino de uma família muito simples, alguém precisava ajudar a minha mãe a embalar a criança e dar-lhe uma atenção especial enquanto ela precisava cuidar também de seus irmãos. Assim, eu me lembro com saudade dos braços negros e do grande sorriso da Dona Geralda, que me acalmavam com tamanha serenidade. Vi o tempo passar ouvindo a voz animada e as contantes histórias engraçadas do Maurício, meu irmão negro de criação que tinha vindo fazer parte especial da grande família quando meus país já tinham dois meninos de sua própria autoria. Na escola, eu jogava muito bola e o meu parceiro de ataque era o Osvaldo, negrinho esperto de jogadas inteligentes. Nem precisa mencionar quem ele lembrava. Com a história correndo no tempo, nossos capítulos são marcados ate hoje pela presença sempre agradável, pela simplicidade contagiante, pelo exemplo sereno, pelo sorriso brilhante e pela voz naturalmente musical da raça negra. Simbolo da alegria de um povo. É uma das maiores riquezas que temos no Brasil e no mundo. Hoje é comemorado o dia da Consciência Negra, em referência à morte de Zumbi, o líder histórico do Quilombo dos Palmares, que foi morto por bandeirantes em 1695, entre os estados de Alagoas e Pernambuco. Tornou-se um símbolo da luta e resistência dos negros escravizados no Brasil e também da luta por direitos e valorização do povo afro-brasileiro na sociedade atual.
quinta-feira, 20 de novembro de 2014
sábado, 15 de novembro de 2014
Você precisa disso agora?
Nascemos consumidores e vamos consumir até o fim. Até o fim do que consumimos ou até o nosso próprio fim. É assim mesmo, não tem como deixar de consumir todo dia. A questão como sempre é o equilíbrio. Um filme, por exemplo, uma vez mostrava um grande cantor americano de música pop, que não vive mais entre os consumidores, M.J., entrando em várias lojas diferentes com assessores para todo lado que iam anotando os seus objetos de ...olhar. "I want thiiis....I want thaaat!". Mal dava tempo para os assessores observarem e registrarem direito todos os pedidos de compra. Na verdade, mal dava para o cantor desejar direito tudo o que via. O objetivo era simplesmente ter aquelas riquezas para si. Custavam milhares de dólares. Para isso, claro, o homem tinha muito, e coloca muito nisso, poder aquisitivo. Ou poder consumista. Mas um outro grande exemplo contrário a isso mostrou uma vez para mim o poder do equilíbrio diante de uma sociedade de consumo. Meu amigo, e possivelmente seu também, Martin Bernsmüller, um simpático gaúcho veterano que já conheceu praticamente todos os países desse planeta, uma vez colocou: "Por que vou trocar essa blusa por uma nova se essa ainda me serve?". Depois disso, sempre que vou ao shopping, sozinho ou com a família, e surge, imagina se não surge, um desejo enorme de comprar algo novo, a primeira coisa que pergunto é: "Mas você está precisando disso agora?" Quando a resposta é não, então aprendemos a não ser consumistas por impulso. E a curtir e valorizar melhor o que já temos. Grande Martin! Por onde ele anda? Continua viajando pelo mundo afora, com seu sorriso simpático e grande sabedoria!
sexta-feira, 7 de novembro de 2014
Não lhe mande um abraço
Manda um abraço pra ele! Manda um beijo pra ela! Eu não sei o que acontece durante o encaminhamento desse carinho brasileiro, mas a impressão que tenho é que ninguém entrega nada pra ninguém. Ele nunca recebe aquele abraço e ela nunca fica sabendo que havia um beijo mandado pra ela. Nessa distribuição de beijos e abraços entre pessoas que estão distantes e não se veem ou não se encontram tudo se perde e ninguém cobra nada. Fica tudo esquecido pelo caminho. Algumas pessoas ficam satisfeitas por terem pelo menos enviado o seu sinal de afeto acreditando que fizeram bem a sua parte. As outras sequer saberão que foram lembradas. A culpa é da amizade intermediária? De jeito nenhum. Tem coisas que você jamais deve terceirizar. Um abraço na pessoa querida é uma delas. Um beijo então nem se fala. Ou você acha que pedindo a alguém para fazer a sua parte terá o mesmo calor humano seu? Melhor não! Ora, meu! Dá um jeito e vai você mesmo ou você mesma dar um abraço ou um beijo nessa pessoa querida. Se você não acha que vale a pena, então não peça a mim para fazer isso. Um abraço!
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