segunda-feira, 9 de agosto de 2021

Eu me tornei um correspondente de guerra


Jamais pensei em ser um correspondente de guerra, mas acho que chegou a minha vez. Acredito que compartilhar informação ou experiências pode de alguma forma ajudar mais pessoas que também estejam travando o grande combate entre a saúde e a Covid-19. Essa guerra mundial contra o vírus tem um saldo catastrófico. Mais de 200 milhões de pessoas ao redor do Planeta já foram atingidas por ele, sendo 10% só no Brasil. Desse total, 4, 3 milhões de pessoas já perderam a vida, das quais 563 mil no Brasil.

Mas a guerra que gostaria de reportar é aquela que está acontecendo dentro de cada um que foi contaminado. Claro que são milhares de reações diferentes. A primeira de casa a ser listada para essa batalha foi a minha filha Gaby, 18, e logo na sequência entramos para o combate eu e o meu filho William, de 15 anos. De início, apenas a preocupação de como nossos sistemas imunológicos reagiriam a esses ataques interiores. Lembramos de familiares, amigos, conhecidos que se recuperaram bem, outros nem tanto, e outros que jamais se recuperaram. Em cenário de guerra, todo cuidado é pouco, mas a expectativa de vencer logo com toda a família é grande.

Cada dia acordamos e perguntamos um para o outro “como você está hoje?”. Vizinhos e amigos colocam-se a disposição para ajudar no que for possível. Meu vizinho Francisco, que chegou a ficar  mais de 40 dias internado e parte deles entubado, recuperou-se e está bem. Ele me ligou e me disse: Giba, cuide bem da sua oxigenação e recomendou que eu comprasse um oxímetro. Ótima ideia. Faço a minha medição e dos meus filhos todos os dias. Sorrimos uns para os outros quando o resultado se mostra normal. É uma preocupação a menos. Amigos e amigas de grande fé também passam pra gente a sua energia positiva que vem do Alto.

Meu amigo Edgar Pereira até se ofereceu para fazer uma compra e entregar em casa para eu não precisar sair. Muita gentileza em tempos de pandemia. Mas felizmente na frente do meu condomínio há um armazém que faz delivery. Meu filho continua nas aulas virtuais e também entretido com os amigos nos joguinhos digitais, o que faz esse período passar mais rápido. Minha filha está sentindo falta das amigas que também foram contaminadas. Ela está sentindo falta também daquela comida caseira que ela mesma ou a sua mãe preparavam antes de tudo isso. O comando nesse momento é delivery. Eu sinto falta mesmo é de caminhar ao sol, ir para a academia, passar na padaria, conversar com os amigos, enfim, de viver uma vida normal. Da parte do trabalho, sigo em Home-Office, como antes. 

A guerra lá dentro da gente continua, entre o bem e o mal. Precisamos manter nossos soldados fortes e resistentes, para vencer logo esse inimigo invisível que veio para destruir muita coisa. Precisamos nos manter motivados para passar logo por isso. Combinei com meus filhos de assistir juntos alguns filmes ou jogar alguma coisa, aquelas coisas boas em família que deixamos de fazer quando tudo estava bem.  O meu balanço de guerra é positivo. Afinal, estou lado a lado com meus filhos e posso abraçá-los quando quiser. Isso não tem preço, especialmente em tempos de pandemia. 

 

terça-feira, 8 de junho de 2021

A graça com o político e o automóvel

 

A gente tem simpatia ou não por um político quase que da mesma maneira que gosta ou não de um automóvel. Enquanto um modelo pode atender plenamente a expectativa de uma pessoa, o mesmíssimo modelo pode trazer frustração e antipatia para outra.  Um automóvel pode ser mais acessível, oferecer mais segurança e garantir o melhor desempenho em economia do que outros. Da mesma forma que um líder de governo. Um perfil de público talvez demande apenas a simpatia de um político, não se importanto com o  seu resultado  prático  traga nas áreas mais importantes da vida pública ou privada. A pior situação mesmo é quando o ocupante na direção de um cargo público não tem controle do veículo, não tem roteiro certo,   acelera e freia bruscamente durante a sua gestão e vaie empurrando o carro na contramão da sociedade. Rindo à toa com a cabeça de fora, falando só palavras sem sentido, só poderá mesmo acabar num desastre do trânsito político.  

terça-feira, 2 de março de 2021

Salão Duas Rodas tem o maior engajamento digital do mundo

O SALÃO DUAS RODAS é o maior evento do segmento na América Latina e possui o maior engajamento digital do mundo. Para novembro de 2021, além ampliar outras experiências proporcionadas aos visitantes, a Reed Exhibitions, organizadora do evento, dedicará especial atenção e muito investimento em ferramentas e soluções focadas na geração de negócios.

A empresa vai implementar no SDR 2021 toda inteligência e infraestrutura tecnológica que usa em outros grandes eventos de negócios, como Fenatran e Automec, para que o Salão se consolide como um grande polo gerador de negócios da indústria automotiva. Duas das mais importantes marcas do trade de acessórios, Nacar e Tutto, já confirmaram presença na exposição, que atrai fabricantes de motos, acessórios e equipamentos e que será realizado de 16 a 21 de novembro, no São Paulo Expo.

Aliás, a Abraciclo, entidade que representa as montadoras, calcula crescimento superior a 10% na produção e mais de 7% nas vendas do setor em 2021. Notícia boa que sinaliza a retomada do setor. Quem não deseja e busca uma retomada dos negócios neste ano?

A Expert & Cia é a assessoria de imprensa oficial do Salão Duas Rodas pela Reed Exhibitions. 


sexta-feira, 15 de janeiro de 2021

Everywhere Office veio para ficar com você

Já cansou de home-office? Apesar do conforto e do prazer de estar em casa e junto à família, muita coisa ali colabora contra o nosso foco na atividade profissional. As reuniões online mostram isso pra todo mundo. Passei a olhar mais pela janela para pensar em alternativas para recuperar a atenção e a produtividade com as tarefas. O primeiro espaço que vi da varanda foi o da churrasqueira do condomínio. Nasceu ali o Gourmet-Office, que logo virou uma área improvisada mas produtiva de co-working, onde já troquei boas ideias com vizinhos. Quando o tempo permite, encontro outros profissionais do condomínio no Piscina-Office, onde separo uma mesa e um guarda-sol e monto uma "área de trabalho" com uma piscina pra relaxar. Também adotei o Garden-Office, o Under-the-Tree Office e o Club-Office. E nessa empolgante era da mobilidade, o "escritório" precisa nos acompanhar aonde a gente for, Assim, para garantir o cumprimento dos compromissos e estimular a criatividade, podemos ter o Country-Office, o By-the-River Office e o Beach-Office, por exemplo, com foco, inspiração e boas ideias. Nosso estilo de vida e trabalho deve nos proporcionar mais energia, motivação e equilíbrio em todos os lugares. O Everywhere-Office veio pra isso!



sábado, 9 de janeiro de 2021

Nossa fantástica Máquina do Tempo

Quem nunca sonhou com uma viagem numa máquina do tempo, para ver e provar de novo os grandes momentos de sua história? Eu adorava o filme O Túnel do Tempo, onde dois cientistas americanos eram literalmente lançados em meio aos grandes capítulos da História. Tentavam até mudar o roteiro, mas não dava. 

Acordei pensando em nossa real máquina do tempo. Aquela em que entramos assim que nascemos. De onde buscamos ou fugimos das mais diversas experiências da vida, passando por caminhos maravilhosos ou sofrendo os mais fortes impactos da jornada. Nela, estamos sozinhos até permitir que outras vidas tornem a nossa vida mais bela. Ao abrir janelas e portas dessa máquina, temos visão abrangente do presente, e podemos conhecer tudo de bom ou de ruim. Ela tem um retrovisor que permite ver o bom caminho que fizemos ou os mais desconcertados que trilhamos. Ela só não permite passar por eles de novo. 

Nossa fantástica máquina do tempo oferece ainda uma visão panorâmica do futuro, projetando sonhos, profissão, missão e conquistas. Só precisamos acelerar para buscá-los, pois ela foi construída com certo e desconhecido prazo de validade. Ela exige assim atenção, manutenção, descanso, energia, serenidade e paixão, podendo ser usada uma única vez, com a razão e com o coração. Boa jornada com a sua máquina em 2021!

sexta-feira, 25 de dezembro de 2020

Meu foco para 2021

Jamais imaginava, quando defini o meu foco para 2020, que ele seria tão necessário, especialmente quando chegou a pandemia. Busquei nesse ano Energia e Equilíbrio na vida. Foi fundamental em meio ao isolamento social, ao impacto geral na economia, à mudança da rotina do escritório para casa. Busquei a energia com a família, os amigos, e especialmente no Criador dos céus e da Terra e do ser humano. Encontrei ali também o equilíbrio necessário para um cenário inesperado. Além de continuar buscando sempre energia e equilíbrio, o meu foco para o ano de 2021 será colaborar para ajudar na Simplicidade na Transformação daquilo pelo qual sou responsável. 

Acredito que o jornalismo especializado e a comunicação estratégica passaram a ter uma importância crucial para esse objetivo. Em meio a tanta desinformação e desorientação que vemos, especialmente no Brasil, ficar na sombra desse cenário  não permitirá enxergar oportunidades nem ser enxergado nas soluções que você pode oferecer. Empresas, entidades, marcas, escolas, clubes, governos, profissionais em geral, em todos os setores, privados e públicos, vão precisar, portanto, aparecer e se apresentar melhor o propósito de sua existência. Para um cenário transformado para baixo pela pandemia do covid-19, vamos precisar de uma nova onda de comunicação mais focada  na simplicidade, planejamento e criatividade para transformá-lo para cima. 


domingo, 16 de agosto de 2020

O pai não precisa ser um super herói, apenas um ser humano


PROVAVELMENTE, a maior herança do personagem que homenageamos hoje seja o maior exemplo que ele construiu. No meu caso, a maior herança foi algo que eu não lembro. Eu não me lembro de ter visto o meu pai um dia sequer reclamar da vida, das dificuldades até os meus 26 anos de idade, quando ele partiu aos 72 anos, com problemas no pulmão, de tanto trabalhar com solda. Seu bom humor e paciência eram inabaláveis, mesmo nos dias mais difíceis. Meu pai sorria e brincava muito.

Um dia, quando eu ainda pagava pelo meu primeiro carro, um Fiat 147, estava deixando ele na garagem por falta de gasolina, para ir para a faculdade. Eu fazia Jornalismo à noite. Ao sair, meu pai me perguntou porque eu estava indo de ônibus para a faculdade. Expliquei que não tinha dinheiro naquele mês para o combustível. Ele tirou do bolso uns trocados e me disse para abastecer e ir de carro.

Eu soube no dia seguinte pela minha mãe que meu pai havia ficado sem nenhum dinheiro. Havia me dado tudo o que tinha naquele dia para facilitar a minha ida para a faculdade. Meu pai teve 7 filhos e 2 filhas. E também adotou, antes de eu chegar ao mundo, um outro menino, o Maurício, meu irmão de cor, que partiu também. Vivia com paixão por toda a família!

Meu pai me ensinou que a vida não tem nenhuma graça se a gente não viver por uma causa maior do que nós mesmos. E que devemos viver com gratidão, bom humor e sem viver reclamando de tudo e de todos. Seu Benedito me mostrou em sua vida que eu não tenho que ser um Super Homem. Tenho que ser humano e viver mais para a maior causa na Terra: nossa família e nossos filhos, com a ajuda do Grande Pai Eterno. Valeu, meu amado pai! Feliz Dia de todos os Pais!


Confusões acontecem em todo lugar

 
E essa aconteceu em agosto de 2006, conforme um registro que acabei de encontrar - com esse título - ao buscar um outro material.

"Tocou ontem à tarde o ramal 7574. Atendi, me identificando prontamente. - Gilberto, Mercedes-Benz!Uma voz feminina, muito agradável, de outro lado, diz: - Por favor, posso falar com o Marcus Brier? - Olha, o Marcus Brier já não está com a gente há algum tempo. Você gostaria de falar sobre algum tema da Mercedes? - Ah, sim, me desculpe. Eu não sabia. Então é com o Geraldo com quem devo estar falando a partir de agora, né? - Geraldo, não! Gilberto!

Atendida a solicitação da jornalista, ela se despede satisfeita. - Valeu! Então muito obrigada pelas informações, Gerônimo! Pensei comigo mesmo. Essa menina deve participar do mesmo Orkurt que eu, onde deve ser uma confusão daquelas! Fiz o seguinte comentário com ela: - Gerônimo! Puxa vida, é a primeira vez que me confundem com esse nome.

O grande chefe indígena Gerônimo nasceu em 1829, na região conhecida hoje como o Novo México, que na época ainda era território mexicano. O Gilberto, da assessoria de imprensa da Mercedes-Benz, nasceu em Iperó, registrado em Araçoiaba da Serra, que na época era município de Sorocaba. Portanto, tem 3 naturalidades! A jornalista fez uma confusão daquelas!

De qualquer forma, conclui a confusão da jornalista dessa maneira: - Não se preocupe. É uma honra para mim ser confundido com o grande chefe dos índios Apaches! Um abraço. Depois, eu mesmo fiquei pensando. Qual era mesmo o nome da jornalista que fazia toda aquela confusão? Seria Guarabira, Itapira, Uirapurú?"

terça-feira, 11 de agosto de 2020

O mundo está ficando muito chato

Depois de ter dividido o planeta de quase 8 bilhões de pessoas em três grandes grupos - aqueles que registram a vida pelo celular em formato horizontal, ou vertical e os que ainda não tem celular - cheguei à  uma divisão mais realista. A Terra está dividida na verdade entre pessoas legais, chatas e indiferentes. A legal dispensa palavras, embora suas palavras tornam a sua e nossa vida mais alegre, divertida e produtiva. Ela estimula os outros a criar, melhorar e a curtir a vida. Ela sabe observar a ação da outra, entende seus objetivos e consegue ajudar com inteligência, elegância e bom humor. 

Até mesmo sua critica constrói. Agora, meu, a pessoa chata é insuportável em suas palavras e em suas maneiras de se relacionar, quando consegue, claro. A gente não sabe se ela nasceu assim ou vou consequência da erupção de um vulcão. Ela vive dentro de seu próprio mundo cheio de razão. Não tem nenhuma satisfação com a iniciativa dos outros. Para ela, todos são concorrentes que tentam ser mais chatas do que ela. Seu foco é no erro e na iniciativa dos demais. 

A chata se desenvolveu muito na pandemia. Aparece em quase todos os grupos e plataformas de mídias sociais sempre contra tudo e contra todos. A chata é a figura mais indesejada da internet.Num estágio mais avançado, ela pode até se tornar uma hater. Minha nossa! Não deixe nenhuma pessoa chata tirar a sua energia! E a neutrona? Bem, ela é a alvo preferida da chata, que está sempre querendo a sua atenção. Muito respeitada pela pessoa legal, a indiferente vive na boa e também foge da chata como a avestruz foge da leoa que quer devorá-la. A que grupo você pertence? 

quinta-feira, 23 de julho de 2020

O que você está fazendo pela sua marca mais importante?



VOCÊ SERÁ A SUA GRANDE MARCA Você conhece bem a sua marca pessoal nesse mundo de tantas marcas que competem diariamente para conquistar e dominar seu espaço no mercado? Se não, é melhor passar a conhecer para interagir mais com seus atributos, seus pontos fortes e fracos, e fazer algo para transformá-la na melhor opção que existe. Pelo menos para você mesmo.

Para isso, veja como estão hoje as outras grandes marcas, a começar a da Terra. Girando sem parar, e muito sacudida recentemente, ela congrega os interesses, as expectativas, os problemas, os sonhos, e as soluções de mais de 7 bilhões de homens e mulheres. Hoje, essa marca universal está doente, reflete insegura, tristeza, medo, destruição. Mas, “It’s a wonderful world”, como inspirava Louis Armstrong. 

Outra marca para se avaliar chama-se Brasil. Hoje, essa marca está contaminada e enfraquecida pelas crises sanitária, econômica, política, educacional e de liderança. É uma marca desgovernada, sem foco em soluções, polarizada e incapaz de resolver os problemas do presente e muito menos de sinalizar um cenário positivo no futuro para essa e a próxima geração. Há também que prestar atenção para a marca do mercado. De preferência aquele onde você atua e pretende deixar a sua marca profissional e pessoal. Passamos, no geral, por um momento dramático de baixa temperatura, perda de desempenho e valor, desconfiança e insegurança. Mas temos que ficar atentos e bem preparados para uma reação para poder gerar e participar da retomada das atividades. 

A marca de sua empresa talvez seja o melhor veículo para você impulsionar as rodas da mudança de marcha e da retomada. Mais do que nunca, a gente precisa descartar conceitos e práticas que não atendem mais o novo cenário. Vamos melhorar o que já era bom e criar novas experiencias e novas soluções para uma demanda nova, de um mercado novo, comandado por um novo perfil de consumidor. 

Mas nenhuma outra marca pode ser mais revolucionária e transformadora nesse cenário do que aquela que leva seu nome. Somente através de uma ampla experiência com a sua marca pessoal ou profissional você poderá iniciar a mudança para transformar as demais marcas presentes em seu universo. Você pode começar a se transformar hoje na marca especial que você quer deixar em sua empresa, em seu mercado, em seu país e no mundo que vai continuar girando com ou sem pandemia. Boa marca!

quinta-feira, 9 de julho de 2020

O abacate maduro

A mulher sempre vai pensar diferente do homem. E vice-versa. Diante de uma mesma situação, surgem duas ou mais ideias, levando a conclusões diferentes. Hoje, bem cedinho, minha esposa me disse - Aproveita logo esse abacate, antes que estrague. Como sou absolutamente avesso à qualquer desperdício, tive uma grande ideia, reproduzida nessa conversa por Whatsapp com ela.

Giba: Graças ao desafio que você me colocou hoje de aproveitar o abacate antes de estragar, acabei de criar uma das mais poderosas vitaminas dessa década. Juntei o abacate com o shot (bebida em pó à base de glutamina, cúrcuma e gengibre) que já tomava, com água e mel, e bati bastante mesmo no liquidificador. Resultado? A visão tá um pouco embaçada, eu tô um pouco mais verde, e me deu uma grande vontade de sair correndo...🤔

Josy: Kkkkkk. Virou o Hulk ou é pro vomitar 🤢? Kkkkk

Giba: Que vomitar o que? Tava uma delícia! Deu vontade de sair correndo e comprar mais abacate! 🤔

Missão cumprida!

segunda-feira, 6 de julho de 2020

A TIME não passa, nem tampouco a fé


DURANTE ESSE PERÍODO FORÇADO DENTRO DE CASA, a gente acaba resgatando coisas que nem lembrava mais que existiam. Minha esposa separou algumas revistas velhas do Reader's Digest para jogar ou doar e especialmente alguns exemplares da famosa revista TIME, da qual fui assinante desde muito jovem, para ajudar a aprender inglês.
Ao confirmar porque guardei até hoje um dos exemplares de julho de 1996, reencontrei numa delas minhas próprias linhas publicadas na sessão Letters da revista americana. A matéria principal trazia dados científicos que comprovavam que algo invisível, como a fé, tinha efeitos físicos na saúde e na recuperação de pessoas que haviam perdido a saúde. Confesso que depois de 24 anos, a minha convicção nesse fato só aumentou. As linhas que publiquei na revista americana, portanto, estão ainda valendo. 

As máquinas voltam a rodar na indústria automotiva, mas bem devagar

NO MELHOR DOS CENÁRIOS, a indústria automotiva, propulsora da economia brasileira, só voltará a registrar os mesmos níveis de vendas de 2019 (2,78 milhões de autoveículos) a partir de 2025. Esse ano será marcado por uma queda radical de 40% para cerca de 1,67 milhões de unidades, bem aquém dos saudosos 3,8 milhões de 2012. Esse é o cenário apresentado hoje em uma live dinâmica, informativa e abrangente realizada pela Anfavea.

Neste mês de julho, as máquinas de todas as montadoras voltam a se movimentar, mas lentamente, com menos turnos, para manter o isolamento social e a segurança dos trabalhadores. O setor perdeu praticamente 3 meses de produção. Só em junho, mais de 1.100 vagas deixaram de existir. Os níveis de produção, vendas e exportação registraram tombos recordes no primeiro semestre - quadro abaixo.

Os prejuízos causados pela pandemia no setor automotivo e na confiança dos consumidores e investidores no Brasil tem impacto duradouro. O presidente da entidade, Luiz Carlos Moraes, disse que a recuperação será lenta e difícil e que a entidade poderá fazer novas revisões de sua expectativa conforme a evolução do cenário da pandemia e da economia. Se não soubermos atravessar direito esse túnel, só vamos ver uma luz refletindo os números prévios à pandemia apenas em 2030. 

sábado, 4 de julho de 2020

A comunicação construtiva da marca mais importante do mundo

Entre mais de 7 bilhões de marcas que existem hoje no Planeta, você certamente é a mais importante do mundo pra você. Nenhuma marca pode ser mais presente e transformadora do que aquela que você carrega em sua mente e do lado de dentro do peito. Todas as marcas querem se transformar de uma forma ou de outra. Nessa conexão com o mundo lá fora, que marcas você deseja transformar ou que marcas você gostaria que transformasse a sua vida? A relação pessoal ou profissional com outras marcas vão ajudar você a construir suas ideias, seus planos e seus sonhos. Outras poderão ser um problema e impedir que você os alcance.


Então, que marcas vão estar ao seu lado em sua trajetória pessoal e quais você vai carregar na mochila durante sua carreira profissional? Lembre-se que em qualquer uma das situações, você vai também deixar a sua própria marca. Com brilho ou sem brilho. Para a necessária e estratégica conexão com as outras marcas, seu maior desafio será o de comunicar sua presença e sua proposta diferenciada para o mercado e para o mundo.

O diferencial será o seu approach e os seus resultados, pois há muita diferença entre as marcas em todos os sentidos possíveis: na visão, audição, paladar, olfato e tato do mundo. Mas se essa diferença for aplicada menos para subtrair e dividir, e mais para somar e multiplicar, a conexão será vantajosa para todas as marcas. Tudo dependerá de uma comunicação construtiva, baseada na objetividade, na transparência, na experiência e na paixão para transformar. Essa comunicação construtiva será cada vez mais um patrimônio fundamental e diferenciado para você posicionar e consolidar sua marca no mundo.

quinta-feira, 2 de julho de 2020

Conte uma outra história para o seu cérebro e seja mais resiliente

O que normalmente acontece em períodos de crise, como a que estão atravessando hoje? O nosso cérebro está trabalhando também em home office com seu tradicional viés negativo. É uma maneira inconsciente dele nos proteger, enquanto está mais atento às ameaças do que às recompensas. Mas podemos, ou devemos, construir narrativas mais construtivas para o nosso cérebro ser mais positivo. Devemos, claro, encarar a realidade, mas podemos criar um novo significado em nossa mente para muitas das situações difíceis,  para nos tornarmos menos ansiosos e mais resilientes e sociais.

Essa foi uma das boas mensagens passadas durante a live sobre o poder da neurociência como ferramenta prática no ambiente corporativo, puxada pela mente e pelo coração de líder de Marco Fabossi, consultor, palestrante, escritor e diretor da empresa Crescimentum. Ele comentou ainda que com uma nova narrativa, nosso cérebro pode entender que no lugar de uma ameaça, encontramos uma oportunidade. Trabalhe o seu cérebro, diz Fabossi, para não se tornar dependente de uma recompensa imediata. O verdadeiro ganho é aquele que vem com o tempo.

Outras dicas que ele deu durante a live: estabeleça conexões sociais positivas. Cuide de sua energia física. Pratique meditação. Traga humor para sua conversa. Durma bem. Evite cobrar-se demasiadamente ou cobrar os outros demasiadamente. Crie uma rotina. Tenha foco no que está fazendo. Pare de ficar vendo só notícias ruins, que reforçam o viés negativo do cérebro. Divirta-se! E pratique o exercício da gratidão. Aproveitando essa última deixa, muito obrigado, Fabossi, por tanta coisa boa que você compartilhou hoje cedo em sua live!

sábado, 27 de junho de 2020

Dá para fazer live mais "alive"?

Com o aquietamento temporário da avalanche gigantesca  de reuniões no mundo corporativo, caudado pela pandemia, explodiu-se por outro lado o numero de lives. Essas ótimas iniciativas e oportunidades para comunicar e compartilhar em tempo de quarentena informações e experiencias para fora das portas das empresas. Todas estão buscando o maior patrimônio da humanidade, um recurso em extinção: atenção das pessoas, já diminuída e dividida por tantas  ondas de informações de todos os lados.

Converso com amigos e amigas sobre a atenção que elas dedicam para as lives. Quase todas confessam que entram nelas, assistem um pouquinho para medir a temperatura  do conteúdo, e vão logo embora. Parece que a nossa capacidade geral de atenção está pedindo socorro. Possíveis questões de atenção sobre essa fantástica iniciativa que explodiu em tempos de pandemia, mas que deverá buscar novas emoções e dinâmicas no mundo corporativo:

1. Sua live não poderia ser mais curta?
2. Ela precisa ter tanta gente para falar e compartilhar sua experiência?
3. O formato de apenas um mediador continua sendo interessante?
4. A dinâmica tradicional das conversas não está causando a desatenção e desanimando a audiência?
5. O visual típico doméstico no background já não cansou?
6. Poderia haver um cenário mais empolgante mesmo em tempo de quarentena?
7. Pessoas falando sem serem claramente vistas na tela não dispersam a atenção da audiência?

Todas a essas questões levam para uma única pergunta: dá para melhorar tudo isso é fazer uma live mais dinâmica e empolgante para reconquistar a atenção das pessoas?  Acho que dá! Todo investimento e criatividade para reconquistar a atenção de seus públicos vale a pena.

quinta-feira, 25 de junho de 2020

O livro é um dos melhores amigos do homem

Imagine um montão deles então! Ele fala quando você precisar ouvir e apenas quando você estiver disponível. Faz você refletir e sorrir, quando anda sério ou séria demais. Conta até histórias que marcaram a sua infância. Viaja com você pelos grandes acontecimentos desde o capítulo 1 da humanidade. Faz você olhar para o lado para lembrar que não está sozinha. Diz pra você olhar pra frente ou para cima. Coragem, vamos! Cria caminhos para uma nova experiência pessoal, profissional e espiritual. Mostra horizontes com o tempo nublado. Leva você ainda para uma experiência marcante com o futuro.

E por tudo isso, o livro cobra muito pouco. Esse amigo do peito está sempre ali ao nosso alcance, quietinho na estante, ou mesmo na livraria, esperando você chegar para um passeio. Especialmente nessa época de reclusão geral, ele também está ao alcance de um pedido online para uma leitura digital. Eu já me habituei às duas formas de leitura. Mas por alguma razão que não sei explicar muito bem, há algo mágico na abertura e na leitura tranquila das páginas de um livro de papel. Apresento aqui hoje os 10 melhores amigos da minha atual temporada.

Resolvi hoje separar alguns livros para doação.  Escolhi a biblioteca de rua do senhor Paulo, que há um mês mais ou menos passou a usar um novo espaço localizado bem em frente à calçada anterior. Ele está ali por enquanto. Aceita esse tipo de doação porque ama livros. Já contei aqui a história dele, numa entrevista em vídeo há muitos posts atrás. Atualmente, o senhor Paulo diz que está tentando ganhar alguns trocados com a venda de livros alí. Mas diz também que se alguém não puder comprar um mas tem gosto pela leitura, ele acaba doando o livro também. Entre um sol e outro, o senhor Paulo procura ler quase todos os livros que chegam, enquanto vai cuidando da melhor maneira possível de sua biblioteca de rua. 

terça-feira, 16 de junho de 2020

Presidente lança slogan no porão da Pátria Amada

As suas promessas vieram acaloradas para uma nação desiludida e cansada de tantas lideranças ruins demais. O senhor chegou bradando de norte a sul que colocaria o Brasil acima de tudo e Deus acima de todos. Mas seu compromisso naquele belo slogan seria logo lançado no porão do País, aquela parte entre o primeiro piso e o solo da nação, onde se guardam coisas velhas. Ao deixá-lo lá, o senhor parece ter encontrado um slogan diferente do Ordem e Progresso de nossa bandeira. Suas mensagens diárias e suas ações passaram a defender fervorosamente uma nova ordem, a do Ódio e Regresso aos períodos escuros de uma ditadura.

Se o Brasil estivesse mesmo acima de tudo e Deus acima de todos em seu governo, haveria em seu exemplo e de todo o seu ministério mais atenção social, mais preocupação e mais compromisso com o seu povo e suas instituições. O senhor expressou que defenderia os valores da família brasileira, mas se tornou um mal exemplo e influencia para ela. Acima de tudo, deveria haver exemplo pessoal e de seus comandados para assegurar os valores da democracia, a liberdade de expressão e acima de tudo, nessa crise da pandemia, maior respeito com a saúde e a educação dos brasileiros.

No entanto, enquanto o país segue moribundo na sua saúde e economia, o senhor busca a benção evangélica para tentar relembrar o seu bom slogan, mas na prática sai logo pregando a invasão de hospitais, onde médicos e enfermeiros brasileiros estão trabalhando cansados para salvar a vida de outros brasileiros do coronovírus. Ao invés de governar o Brasil acima de tudo, o senhor prega diariamente contra todos os outros poderes de César, buscando colocar a sua própria interpretação das leis e a sua vontade acima de tudo. Esse tipo de governo, que não suporta a Constituição de um país, se chama ditadura!

Diante de tudo isso, o seu novo slogan - "E daí?" - expressa a sua lamentável indiferença e irresponsabilidade. O senhor não fala mais para a nação nem com a nação. Ao jogar o seu slogan no porão da Pátria Amada, o senhor deixou ali também a sua credibilidade diante dos brasileiros e do mundo todo. Infelizmente, resta-lhe apenas o calor de um grupinho de adoradores temperamentais que encontraram na sua liderança a aprovação oficial e final para manifestarem o pior que existe dentro do ser humano para se colocarem acima de todos.

Deus sim está acima de todos. Não o senhor! A sua forma de governo e o seu exemplo não representam o Brasil, nem aqui nem na China!

sábado, 13 de junho de 2020

Corra, Forest, corra! O novo normal vem aí!

Acho que temos uma expectativa exagerada para o chamado Novo Normal. Ele vai existir? Claro que vai, mas somente para a pessoa, para o profissional, para a empresa ou instituição que mudar. Do contrário, tudo será tão normal como antes em sua forma de atuar e enfrentar os desafios de cada dia. Possivelmente, muita gente vai desejar mesmo é voltar apenas à normalidade, à socialização ou à vida como sempre foi. Mas também muita gente vai avançar para um já atual futuro tecnológico que trouxe novos conceitos de flexibilidade, criatividade e conexão com todos os públicos desejados.

Concretamente, o novo cenário será de crise e recessão, em que todos os níveis de orçamento e consumo serão bastante reduzidos. Só haverá investimento de dinheiro e tempo em ideias, serviços e soluções que consigam de fato incrementar o ritmo das atividades e dos negócios em plena transformação. Busca-se cada vez mais conceitos e padrões mais acessíveis e criativos que geram resultados palpáveis e estratégicos.

Para entrar e correr nessa nova e velha competição da sobrevivência, é fundamental uma dose caprichada e constante de energia, criatividade e visão para transformar-se em um triatleta em sua praia de atuação. Todas as atividades da vida humana estão sendo transformadas da cabeça aos pés, em diferentes níveis da escala Richter. Um das mais impactadas, certamente, é a área da comunicação e da informação. O jornalista, por exemplo, tem hoje que ampliar sua experiência com a capacidade de trabalhar com todas as mídias e plataformas para solucionar problemas de comunicação em todos os setores que demandam um nova nova forma de conexão e informação.

Nós, profissionais da comunicação empresarial precisamos triplicar, no mínimo, nossa capacidade de cooperação em todos os sentidos e com todas as plataformas possíveis com os mais variados públicos. E não só com a imprensa. As empresas vão precisar encontrar, ou reencontrar o caminho para um novo diálogo com seus parceiros, clientes e consumidores, para contar a eles como ela mudou para atender a sua mudança. Apesar do ritmo lento da retomada, é sem dúvida uma corrida mais acelerada, pela urgência de sobrevivência das empresas, dos empregos, das instituições e do próprio País. Corra, Forest! Corra!

sexta-feira, 12 de junho de 2020

A bandeira levantada hoje em Brasília pede Ódio e Regresso

Sem dúvida, a atmosfera nesse ano está contaminada de ódio por todos os cantos do Brasil. Ódio despertado pela indiferença e desrespeito de um mito insano em meio ao maior caos da saúde pública e da economia brasileira. A energia do ódio tem causado miopia de mais de 10 graus em seus seguidores, que não conseguem ver a realidade de tanta tragédia e passam a desrespeitar com violência verbal e física todos que pensam e agem diferente.

O ódio federal tem estimulado diariamente a afronta às instituições, à imprensa, aos opositores e à democracia conquistada ao longo de muito sofrimento pelos brasileiros. Aos gritos cheios de palavrão, o mito do ódio quer promover o regresso da ditadura e da opressão. A bandeira levantada hoje em Brasil pede Ódio e Regresso.

Estamos sendo testemunhas de um mito insano, que diz pregar a verdade, mas é contrário à liberdade de expressão e não mostra qualquer capacidade de solidariedade com a população que atravessa um dos períodos mais negros de sua história, vendo familiares e amigos irem à sepultura sem uma digna cerimônia por causa de uma pandemia global. E daí? diz o mito, já que todos vão morrer mesmo, sendo admirado por sua indiferença por quem pensa igualzinho a ele. Assistimos diariamente um mito sem bom senso despertando em seus fiéis adoradores a índole da violência, da truculência e do desequilíbrio.

Vemos um líder maluco despertando o ódio verde e amarelo contra outros brasileiros de verde e amarelo. Um mito que conclama brasileiros a entrarem nos hospitais para atrapalhar brasileiros tentando salvar brasileiros contra uma pandemia incontrolável. Argumenta que precisa confirmar se o coronavírus de fato está matando, como apontam os números frios.Ele não teria meios mais adequados para isso? Se isso não é insanidade pura, meus amigos, então a loucura já virou o novo normal. Não há nenhum equilíbrio na insanidade. Mas ela também vai passar! Juntamente com seu mito do ódio.