quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

Setor automotivo dá sinais de que a economia está se recuperando

Em uma longa estrada de notícias ruins, toda notícia boa deve ser compartilhada. A Anfavea acabou de divulgar os resultados positivos do setor automotivo, que representa um termômetro mensal da confiança na economia brasileira. Temos quase 10% mais de automóveis novos nas ruas, com vendas de 2.017 milhões de unidades de janeiro a novembro. Apenas em novembro, as vendas de caminhões cresceram 44% sobre o mesmo mês do ano anterior, embora o desempenho do ano tenha ficado abaixo 0,5% em relação ao mesmo período de 2016. É um bom sinal de que começamos a transportar mais bens produzidos no País. No campo, as vendas de máquinas agrícolas e rodoviárias cresceram 2,6% em onze meses do ano. Mandamos, em valor, para o mercado externo quase 50% mais em veículos,  máquinas agrícolas e rodoviárias: US$ 14,5 bilhões. Assim puxada, a produção de automóveis até agora cresceu 27,1% e a de maquinas agrícolas e rodoviárias subiu 8,1%. O nível de empregos no setor automotivo registrou um pequeno mas importante crescimento de 2,5%. Oxalá a industria automotiva continue nos mostrando um termômetro ainda mais saudável em 2018. É difícil para qualquer entidade fazer qualquer previsão para 2018. Será um ano com clima de Copa do Mundo mas ao mesmo tempo nublado com eleições que poderão ameaçar o enorme esforço da indústria e do comércio para a retomada do crescimento no Brasil com uma eventual sinalização de uma triste volta ao passado vermelho, cheio de números negativos em todos os setores da economia verde e amarela.

segunda-feira, 27 de novembro de 2017

Estamos todos juntos, do começo ao fim

Tem coisas que a gente não entende e não concorda e que vamos continuar sem entender e concordar até que venham outras gerações que também continuarão essa história. Por exemplo, quando uma pessoa sem visão humana chama outra pessoa de cor diferente da sua, com pele escura, de "macaco", o que lhe falta no cérebro é uma dose mínima de inteligencia também humana. Ela esquece que aquela pessoa ofendida tem uma imagem muito mais igual a sua do que uma figura simiesca. Mas, ora, ao mesmo tempo a pessoa que quer ofender não acredita que somos todos, negros, brancos e amarelos, descendentes da macacada? Fosse assim mesmo, ninguém precisaria se escandalizar com a referência a imagem do animal. Porque todos teríamos assumido naturalmente e com orgulho essa imagem, independente da nossa cor.  A revista americana Time, há muitos anos, trouxe um artigo de capa sobre essa discussão sem fim. Sem fim porque nunca haverá acordo sobre o começo de toda a nossa história. Nunca vou esquecer de uma pequena e conciliadora "Letter to the Editor". Um leitor escreveu: "Simples assim, para todos conviverem em paz, os evolucionistas evoluíram e os criacionistas foram criados". Ponto. Mas independentemente dessa discussão, nada justifica o desrespeito ao ser humano. Nem diante da criação nem diante de seu Criador. Estamos todos juntos do começo ao fim.

sexta-feira, 17 de novembro de 2017

Se deixar a sua motivação de lado, você já era

Sempre acompanhei com muita admiração o enorme esforço diário da engenharia automobilística na busca da evolução técnica de cada geração de automóveis. Ela persegue sistematicamente a melhor performance, a maior resistência e a maior durabilidade dos veículos que chegarão ao mercado dentro de 3 anos ou mais. Os avanços tecnológicos de hoje serão rapidamente superados amanhã. Pela própria marca ou pela sua concorrência. Mas e o homem e a mulher nesse mundo de constante inovação tecnológica?

Como profissional na gestão de comunicação, eu observava, além da busca generalizada dos melhores processos e produtos, a evolução das pessoas como profissionais. Afinal, as empresas modernas também definem metas de evolução para desenvolver e promover, literalmente, os melhores profissionais em todas as áreas. Muitas vezes, no entanto, a evolução do profissional como pessoa, ou a melhoria da pessoa que existe dentro dele, não passa por uma avaliação criteriosa diante dos resultados conquistados. Mas as equipes sabem fazer isso muito bem. A roda do mundo vai girando.

Acho que em muitos casos não é a falta treinamento e cursos de gestão, que podem sem dúvida ajudar muito os lideres a enxergar além dos cargos e das metas sob sua gestão. As grandes empresas investem muito nisso. Mas quando líderes não são natos, quando não gostam mesmo nem querem saber trabalhar com gente, com o lado humano dentro das empresas, não existe treinamento de liderança suficiente que faça a diferença em favor de uma gestão eficiente de pessoas. A roda do mundo vai girando

Na busca sem freio pelos melhores números, não existe melhor condição de trabalho na estrada corporativa do que metas claras perseguidas com determinação e motivação, e gerenciadas com reconhecimento e respeito com quem colabora para os resultados desejados. Não existe algo pior para um trabalhador ou trabalhadora que suportar um gestor que não transmite paixão, bom-humor, mas que apenas aumentam a pressão desequilibrada sobre eles. Hoje, algumas empresas ainda suportam e mantém essa forma de gestão, em nome dos melhores processos, produtos e resultados. Mas logo suas equipes, feitas de pessoas, vão todas embora. A roda do mundo vai girando.

Observava que quando as equipes conseguiam se comunicar com liberdade e confiança no trabalho, a criatividade e as melhores ideias brotavam instantaneamente. O brasileiro é muito criativo, mas funciona mesmo com crédito e confiança. A capacidade das pessoas de comunicarem seus problemas e soluções com transparência contribuíam muito para a sua motivação e o resultado final. É incrível como uma equipe que encontra abertura e apoio para expressar suas ideias pode contribuir mais eficazmente. O contrário é verdadeiro. A roda do mundo vai girando.

Os melhores líderes não perdem a visão do objetivo principal da empresa, enxergam o melhor caminho e envolvem o ser humano dentro de cada profissional para a sua realização. Eles sabem da importância do reconhecimento e do respeito para que tudo isso aconteça da melhor forma. A melhor forma, além de bom treinamento, é comunicar assertivamente, motivar e unir as pessoas, demonstrando o valor que elas tem e podem ainda desenvolver. A roda do mundo vai girando. Existem, mas são muito poucos, os líderes verdadeiros que comandam, empolgam, unem e ganham a admiração de suas equipes. Aqueles exemplos que conquistam com o que têm de mais precioso por dentro. No comando, muitos gestores ainda estão com a visão turva concentrada no processo e no produto final de suas empresas. Parece bom, mas só isso já não é mais suficiente. Não, senhor! A roda do mundo vai girando.

Já vi equipes desmotivadas, sem o brilho nos olhos, em busca de uma grande conquista. Ou com grandes conquistas com pouco brilho nos olhos. Ou sem sorriso, sem bom-humor, sem comemoração, mesmo quando faziam um grande gol no competitivo jogo corporativo. Isso porque o técnico considerava que a vitória era apenas uma mera obrigação. Isso sim era uma verdadeira e infeliz bola fora! A roda do mundo vai girando.

Acho que hoje a nossa grande conquista no mundo corporativo é continuar jogando a grande partida dentro de nós mesmos. Manter a todo custo a nossa motivação. Grandes empresas podem não contar com grandes gestores, enquanto empresas menores podem contar com grandes líderes e desenvolver uma grande história. Por detrás de cada grande história, há sempre um time motivado e valorizado, um coração alegre que bate normalmente. Gente que volta para casa com alguma boa emoção para compartilhar com a família e os amigos. A roda do mundo vai girando.

Se o ambiente que a gente frequenta todos os dias garante um excelente produto ou um serviço admirável, mas não garante a batida normal de nosso coração nem um brilhante sorriso no rosto, é melhor buscar logo uma melhor experiência profissional e humana, antes que essas coisas existam apenas nas fotos tiradas durantes as férias. A roda do mundo vai girando.